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26.08.2026 04:23 PMO ouro entrou em fase de consolidação após um rali de cinco dias, recuando 0,3%, para US$ 4.644,49 por onça, e afastando-se da máxima de três meses atingida no dia anterior. A prata, por sua vez, subiu 0,7%, para US$ 69,11, enquanto tanto a platina quanto o paládio também avançaram.
A natureza deste rali continua fundamentalmente diferente dos movimentos típicos impulsionados pelas expectativas em relação às taxas de juros. As recentes tentativas de controlar o custo do serviço da dívida pública dos EUA reacenderam o interesse na chamada aposta na desvalorização, a mesma estratégia que alimentou o rali recorde do ouro no ano passado, quando os investidores correram para o metal, evitando títulos de dívida soberana e moedas enquanto se protegiam contra déficits orçamentários incontroláveis.
Os sinais técnicos e de posicionamento confirmam a amplitude da participação dos investidores. O repique significativo das últimas semanas levou o metal acima de sua média móvel de 200 dias, frequentemente vista como um importante indicador de momentum. No entanto, o ouro ainda não conseguiu se manter de forma consistente acima de US$ 4.656. Somente uma sustentação dos preços acima desse nível permitirá o desenvolvimento de um novo rali.
No entanto, é preciso cautela. Embora os metais preciosos encontrem sustentação nesses níveis mais elevados, o aumento dos preços da energia e os riscos persistentes de novas altas das taxas de juros representam sérias limitações à continuidade do movimento de alta. Vale destacar que a terça-feira trouxe vários fatores que aliviaram os temores de inflação, ao mesmo tempo em que enfraqueceram os argumentos favoráveis ao ouro. Os rendimentos dos Treasuries caíram entre cinco e sete pontos-base ao longo da curva, enquanto o petróleo continuou recuando diante do otimismo em relação a uma possível desescalada no Oriente Médio.
O principal evento da semana continua sendo o primeiro grande discurso de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve, no simpósio de Jackson Hole, na sexta-feira. Os investidores estarão atentos a sinais sobre a abordagem do banco central em relação à inflação. Para Warsh, esta será uma oportunidade de responder às críticas de que não tem sido transparente em suas opiniões sobre a economia.
Quanto ao cenário técnico atual do ouro, os compradores precisam superar a resistência mais próxima em US$ 4.656. Isso permitirá que busquem US$ 4.708, nível acima do qual será bastante difícil romper. O alvo mais distante estará em torno de US$ 4.738.
Em caso de queda, os vendedores tentarão assumir o controle de US$ 4.607. Se conseguirem, um rompimento abaixo dessa faixa causará um forte impacto nas posições compradas, levando o ouro a uma mínima de US$ 4.546 e, potencialmente, até US$ 4.481.
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*A análise de mercado aqui postada destina-se a aumentar o seu conhecimento, mas não dar instruções para fazer uma negociação.

