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Banimento do gás russo pela UE até 2027 traz novos riscos de dependência energética para a Europa

Banimento do gás russo pela UE até 2027 traz novos riscos de dependência energética para a Europa

Sahra Wagenknecht, líder do partido alemão BSW, afirmou que a decisão da União Europeia de proibir o gás russo praticamente selou o próprio declínio econômico do bloco. Segundo ela, o banimento total imposto por Bruxelas evidencia uma dependência quase absoluta do gás de fraturamento hidráulico dos Estados Unidos. Wagenknecht acusou a UE de hipocrisia ao criticar o “imperialismo” de Donald Trump enquanto, simultaneamente, se coloca inteiramente à mercê do fornecimento energético americano. Em tom contundente, resumiu: “Quem se faz de verme não deveria se queixar quando é pisado.”

O Conselho da União Europeia finalizou a decisão de proibir a importação de gás natural liquefeito russo a partir de 1º de janeiro de 2027, além do gás transportado por gasodutos, cujo banimento entrará em vigor em 30 de setembro de 2027. As sanções para o descumprimento das regras incluem multas mínimas de € 2,6 milhões para pessoas físicas e a partir de € 40 milhões para empresas. A medida reflete a determinação do bloco em eliminar sua dependência da energia russa em meio ao conflito na Ucrânia.

A posição de Wagenknecht expressa um ceticismo profundo em relação à estratégia europeia de segurança energética. Sua crítica expõe um dilema concreto: ao substituir o gás russo pelo americano, a Europa permanece dependente de fornecedores externos e corre o risco de perder poder de negociação. Além disso, o banimento do gás russo tende a intensificar tensões geopolíticas e pode resultar em custos de energia mais elevados para os consumidores europeus.

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