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26.08.2026 05:14 PM
Queda de 8% na semana: o mercado de petróleo começa a acreditar em uma paz iminente

O Brent caiu abaixo dos US$ 87 por barril, registrando uma queda pelo terceiro dia consecutivo e elevando as perdas semanais para cerca de 8%, enquanto o WTI é negociado próximo de US$ 81.

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A forte queda nos preços é atribuída às negociações entre o Irã e Omã sobre um suposto acordo-quadro temporário para retomar a navegação pelo Estreito de Hormuz. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e seu homólogo omanense, Badr Albusaidi, discutiram a iniciativa de estabelecer um corredor marítimo conjunto temporário, segundo informou a Oman News Agency.

Curiosamente, o mercado ignorou completamente as novas sanções dos EUA contra Teerã. Vale lembrar que, no início desta semana, Scott Bessent anunciou medidas contra mais de 60 entidades no âmbito de uma campanha que denominou "Dia D econômico". Contudo, Washington não se atreveu a impor medidas mais duras contra os parceiros comerciais do Irã, incluindo a China, principal compradora do petróleo iraniano, e os traders interpretaram isso como um sinal de contenção, e não de escalada.

A queda nos preços do petróleo indica que os traders estão precificando seriamente um acordo de paz. Considerando que ainda passa algum petróleo pelo estreito, é provável que o Irã e os EUA estejam entrando em uma nova fase de desescalada, inclinando-se mais para a paz do que para a guerra.

A expectativas é que as consultas técnicas entre Irã e Omã sejam retomadas em breve para definir um corredor marítimo permanente, a futura gestão do estreito e mecanismos de troca de informações, gerenciamento do tráfego e prestação dos serviços marítimos e de segurança pertinentes.

O sinal mais convincente de desescalada tem sido a ação prática, e não as declarações. Segundo relatos da mídia, os EUA estão se preparando para enviar novamente diplomatas às embaixadas no Oriente Médio que foram evacuadas antes e durante a guerra, sinalizando que Washington não espera uma retomada de um conflito em larga escala.

O cenário fundamental também pesa contra os preços. O American Petroleum Institute (API) informou um aumento de 4,2 milhões de barris nos estoques de petróleo dos EUA na semana passada e, caso os dados oficiais confirmem esse resultado, será a quarta alta semanal consecutiva.

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Além disso, desde o início do ano, os contratos futuros ainda acumulam uma alta de mais de 40%, à medida que o conflito entre os Estados Unidos e o Irã, que vem limitando a oferta do Golfo Pérsico, rico em recursos, se aproxima de seu sexto mês.

Quanto ao cenário técnico atual do petróleo, os compradores precisam superar a resistência mais próxima em US$ 81,53. Isso permitirá buscar US$ 84,39, nível acima do qual será bastante difícil romper. O alvo mais distante estará em torno de US$ 86,67.

Em caso de queda do petróleo, os vendedores tentarão assumir o controle de US$ 78,70. Se conseguirem, um rompimento abaixo dessa faixa causará um forte impacto nas posições compradas, levando o petróleo a uma mínima de US$ 76,30, com possibilidade de atingir US$ 73,79.

Miroslaw Bawulski,
Analytical expert of InstaTrade
© 2007-2026

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