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A calmaria antes da tempestade é enganosa — a terça-feira provou isso. Wall Street fechou em alta, mas os ganhos foram modestos: o mercado parecia estar deliberadamente economizando energia para os testes mais difíceis que vêm pela frente.
O setor de tecnologia mostrou mais confiança do que os demais. O Nasdaq Composite superou o Dow Jones e o S&P 500, enquanto o índice industrial Dow registrou alta pela quarta vez nas últimas cinco sessões. A Nvidia encerrou sua mais longa sequência de quedas desde 2022, avançando antes da divulgação de seus resultados. As estimativas de Wall Street apontam para uma receita próxima de US$ 92 bilhões — valor superior ao que muitas concorrentes geram em um ano. "A Nvidia está operando a todo vapor e, até agora, fazendo tudo certo", afirma a Siebert Financial.
Dinâmica dos índices de ações
Desta vez, o petróleo e os títulos públicos ajudaram a acalmar os temores. O Brent caiu cerca de 3,9%, retornando à faixa de US$ 80–US$ 90, enquanto o rendimento do Treasury de 10 anos registrou sua maior queda desde o fim de junho. A redução das preocupações com a inflação coincidiu com a decisão de Washington de enviar novamente diplomatas ao Oriente Médio — um sinal tranquilizador. Ninguém espera uma escalada em grande escala no Irã.
Mas a aparente calmaria não elimina o nervosismo interno. Traders de derivativos observam uma demanda por proteções contra a volatilidade do S&P 500 às vésperas das eleições de meio de mandato. Enquanto isso, Ottawa retaliou com tarifas de 15% a 50% sobre quase US$ 20 bilhões em produtos americanos, e o "Dia D econômico" de Scott Bessent contra o Irã deixou a China — principal compradora de petróleo iraniano — praticamente intocada, preservando o frágil equilíbrio entre as duas maiores economias do mundo.
VIX / dinâmica da volatilidade esperada
Na verdade, a semana gira em torno de três pontos de pressão: o índice de gastos de consumo pessoal (PCE) de julho, na quarta-feira; os resultados da Nvidia, após o fechamento do mercado; e o discurso de sexta-feira do presidente do Fed, Kevin Warsh, em Jackson Hole.
Depois que a coletiva de imprensa de julho movimentou o mercado, a confiança nas declarações do presidente do Fed diminuiu. Wall Street alerta para que ele não vá longe demais ao tentar reduzir a comunicação. O mercado acredita que Warsh provavelmente manterá sua postura atual.
Assim, o mercado escolheu uma pausa em vez de um movimento, mas uma pausa não é sinônimo de tranquilidade. Qualquer um dos três eventos poderá desequilibrar o cenário em qualquer direção, e os riscos estão mais equilibrados do que previsíveis.
Quem acabará tendo razão — os otimistas que apostam em ganhos moderados ou os traders de volatilidade que estão se preparando para o pior?
Tecnicamente, o gráfico diário do S&P 500 mostra uma concentração de preços dentro de uma barra de ampla amplitude há três dias consecutivos, indicando um aumento da incerteza. O índice amplo está comprimido como uma mola. Mais cedo ou mais tarde, ocorrerá um movimento forte. Por enquanto, faz sentido colocar ordens pendentes de rompimento nas extremidades do canal de consolidação: compra próxima de 7.700 e venda próxima de 7.635.