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30.06.2026 05:24 PM
O dólar se prepara para uma valorização explosiva

Devagar e sempre vence a corrida. Mas o HSBC afirma que essa regra pode deixar de se aplicar ao dólar em breve. O banco espera que a moeda norte-americana se fortaleça ao longo do primeiro semestre de 2027 e alerta que o rali pode tornar-se "explosivo" se o Fed sinalizar uma trajetória de política monetária mais dura do que o mercado espera e as tensões geopolíticas voltarem a se intensificar.

Os riscos aumentaram após a reunião do Fed em junho, quando as autoridades concentraram-se na inflação e praticamente não deram orientação ao mercado. Isso fez os traders voltarem sua atenção para os diferenciais de juros e ajudou o dólar a avançar. Segundo o HSBC, um dólar mais forte será doloroso para os mercados — e esse movimento está evoluindo para um período potencialmente mais explosivo de valorização da moeda norte-americana.

Enquanto isso, as perspectivas para os rivais do dólar estão se tornando mais sombrias. A queda dos preços do petróleo suavizou a postura do BCE, enquanto o iene se aproximou de uma mínima de 40 anos em meio a preocupações de que o governo japonês queira limitar o ciclo de altas de juros do Banco do Japão.

O BCE, no entanto, não tem pressa em declarar vitória sobre a inflação. As autoridades presentes no simpósio em Portugal evitaram defender um aumento imediato das taxas de juros, mas sinalizaram preocupação crescente com os preços ao consumidor. Philip Lane afirmou que o banco precisa entender como quatro meses de preços mais elevados da energia estão sendo repassados para a inflação de alimentos e serviços. Isso parece uma espécie de blefe de tom hawkish — retórica firme, mas sem medidas concretas.

Posições especulativas em dólar americano

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Os fundos de hedge não esperaram por ações concretas e elevaram suas apostas na valorização do dólar ao maior nível em 16 meses. O mercado está cada vez mais precificando novos ganhos da moeda norte-americana — e essa não é a única surpresa do ano. Houve uma mudança de posicionamento no mercado de Treasuries: no início do ano, os investidores esperavam uma forte inclinação da curva à medida que cortes de juros pelo Fed eram precificados, mas a inflação persistente, um mercado de trabalho resiliente e uma postura mais hawkish do Fed acabaram achatando a curva.

O HSBC alerta que essa estrutura pode se desfazer rapidamente caso a economia enfraqueça o suficiente para levar o Fed a afrouxar a política monetária e a curva volte a se inclinar de forma abrupta.

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O CIBC adota uma visão mais cautelosa. O banco vê o rali do dólar como cíclico, e não estrutural. No curto prazo, o índice USD pode subir em meio ao esmaecimento da incerteza tarifária, às restituições fiscais e aos gastos de capital ligados à IA, enquanto o resto do mundo sofre um déficit de crescimento: a Ásia mostra sinais de fraqueza, e a Europa lida com as consequências do choque energético. Isso, segundo o banco, está impulsionando uma alta cíclica da moeda norte-americana.

Do ponto de vista técnico, formou-se uma barra interna no gráfico diário do EUR/USD. O rompimento de sua máxima em 1,143 seria um sinal de compra. Por outro lado, um rompimento da mínima em 1,1375 abriria caminho para novas vendas.

Marek Petkovich,
Analytical expert of InstaTrade
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