empty
 
 
03.02.2026 10:00 PM
EUR/USD. Smart Money. Perspectivas atuais para os traders otimistas

O par EUR/USD reverteu a favor do dólar americano e voltou ao desequilíbrio de alta 12, que atua como suporte para a tendência de alta e é a única área de interesse para novas posições de compra. Um desequilíbrio semelhante está presente no par GBP/USD, e também foi resolvido esta semana. Portanto, já hoje ou amanhã, um novo sinal de alta para os traders pode ser formado. Gostaria de lembrar que a tendência de alta permanece válida, o que significa que qualquer sinal de compra não é apenas um sinal — é um sinal de tendência.

This image is no longer relevant

Também vale destacar que a queda recente do par parece pouco justificada do ponto de vista fundamental. Ainda assim, o preço reagiu exatamente ao desequilíbrio semanal de baixa que eu vinha apontando como alvo há bastante tempo. Portanto, o recuo observado nos últimos dias pode ser plenamente explicado pela análise técnica. Houve poucas notícias relevantes nesta semana e o único dado de peso — o índice ISM de atividade empresarial dos EUA — gerou uma reação natural dos ursos. Apesar disso, o pano de fundo geral segue desfavorável ao dólar.

Do ponto de vista técnico, o cenário continua a indicar predomínio dos compradores. A tendência de alta permanece intacta. Um sinal de compra surgiu no desequilíbrio 11 e, pouco depois, formou-se um novo desequilíbrio 12. A partir daqui, os traders devem aguardar ou um novo sinal de compra a partir desse segundo desequilíbrio, ou a invalidação da estrutura. Assim, o par encontra-se atualmente em uma espécie de encruzilhada técnica: ou a tendência prossegue de forma lógica, ou entra em fase de pausa.

Na terça-feira, não houve um cenário de notícias relevante, mas é importante entender o que pode sustentar qualquer um dos dois cenários. Até o fim da semana, ocorrerão as reuniões do Banco da Inglaterra e do BCE, além da divulgação dos dados de inflação da União Europeia — e, depois disso, surpreendentemente, pouco mais. No início da semana, os calendários econômicos ainda incluíam as folhas de pagamento não-agrícolas (Nonfarm Payrolls), taxa de desemprego e outros relatórios importantes dos EUA. No entanto, uma nova paralisação já começou no país, o que coloca seriamente em dúvida a divulgação desses dados. Amanhã, a atenção deve se voltar para a inflação da UE: uma nova desaceleração poderia enfraquecer o euro e aumentar a probabilidade de afrouxamento monetário pelo BCE — não agora em fevereiro, mas mais adiante.

Os compradores têm tido mais do que motivos suficientes para uma nova ofensiva ao longo dos últimos seis a sete meses, e esse conjunto de fatores só cresce com o tempo. Entre eles estão a postura ao menos relativamente dovish do FOMC, a política geral de Donald Trump (que pouco mudou), o confronto entre EUA e China — ainda que em trégua temporária —, os protestos internos nos EUA sob o lema "No Kings", a fragilidade do mercado de trabalho, as perspectivas sombrias para a economia americana, a paralisação do outono passado (que durou cerca de um mês e meio) e a nova iniciada em fevereiro. Somam-se ainda a postura militar agressiva dos EUA em relação a outros países, o processo criminal envolvendo Powell, a chamada "confusão da Groenlândia" e o aumento das tensões com Canadá e Coreia do Sul. Diante desse conjunto, considero totalmente lógico esperar uma nova alta do par.

Não vejo, neste momento, fundamentos para uma tendência de baixa. O cenário de notícias continua extremamente difícil de ser interpretado de forma favorável ao dólar, razão pela qual sequer tento fazê-lo. A linha azul no gráfico marca o nível abaixo do qual a tendência altista poderia ser considerada encerrada. Para isso, os ursos precisariam empurrar o preço cerca de 400 pontos para baixo, algo que considero inviável no contexto atual.

O alvo de alta mais próximo para a moeda europeia era o desequilíbrio de baixa entre 1,1976 e 1,2092 no gráfico semanal, formado em junho de 2021. Esse padrão foi totalmente preenchido na semana passada. Acima dessa área, apenas dois níveis relevantes se destacam — 1,2348 e 1,2564 — que correspondem a picos no gráfico mensal e podem funcionar como áreas potenciais de captação de liquidez.

Calendário de notícias para os EUA e a União Europeia:

  • União Europeia – PMI de serviços da Alemanha (08:55 UTC)
  • União Europeia – PMI de serviços (09:00 UTC)
  • União Europeia – Índice de preços ao consumidor (10:00 UTC)
  • Estados Unidos – Variação do emprego ADP (13:15 UTC)
  • Estados Unidos – PMI de serviços ISM (15:00 UTC)

Em 4 de fevereiro, o calendário econômico contém cinco eventos, três dos quais (os últimos) podem ser considerados importantes. O impacto das notícias sobre o sentimento do mercado na quarta-feira pode aparecer na segunda metade do dia.

Previsão e dicas de negociação para o EUR/USD:

Na minha opinião, o par continua em fase de formação de uma tendência de alta. Apesar de as notícias continuarem a favorecer os otimistas, os pessimistas têm realizado ataques regulares nos últimos meses. No entanto, não vejo razões realistas para o início de uma tendência de baixa.

A partir dos desequilíbrios 1, 2, 4, 5, 3, 8 e 9, os traders tiveram oportunidades de comprar o euro. Em todos os casos, observamos uma certa alta, e a tendência de alta foi preservada. Na semana passada, um novo sinal de alta foi formado a partir do desequilíbrio 11, o que mais uma vez permitiu aos traders abrir posições de compra visando chegar em 1,1976, que já foi alcando. Mais tarde, outro desequilíbrio de alta 12 foi formado, e nesta semana os traders podem receber uma nova oportunidade de compra.

Samir Klishi,
Analytical expert of InstaTrade
© 2007-2026

Recommended Stories

Não pode falar agora?
Faça sua pergunta no chat.